A Morte é só uma passagem para nossa verdadeira Morada.

Sejam Todos Bem Vindos

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


P R E P A R E – S E Vem Aí… a 4ª Caminhada em defesa da liberdade religiosa – EU TENHO FÉ!

CCIR
Comissão de Combate à Intolerância Religiosa
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) é formada por umbandistas, candomblecistas, espíritas, judeus, católicos, muçulmanos, malês, bahá’í, evangélicos, hare Krishnas, budistas, ciganos, wiccanos e agnósticos. Também são membros da comissão o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o Ministério Público e a Polícia Civil.
Os religiosos da Umbanda e do Candomblé, em março de 2008, formaram a CCIR. Até hoje, já produzimos três vezes a ‘Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa’. No primeiro ano, conseguimos colocar 20 mil pessoas nas ruas. No ano seguinte, o número foi quatro vezes maior. Em 2010, 120 mil pessoas lotaram a Praia de Copacabana.
O movimento “Eu Tenho Fé!”, coordenado pela CCIR, não possui fins lucrativos.
Essa mobilização se formou a partir de alguns fatos que aconteceram na cidade do Rio de Janeiro. Entre os mais graves:
Traficantes de drogas invadiram barracões, quebraram imagens e ameaçaram de morte os religiosos de matrizes africanas que não quiseram se converter ao Evangelho.
Em comunidades dominadas pela milícia, os líderes começaram a perseguir os religiosos.
Uma mãe perdeu, provisoriamente, a guarda do filho caçula porque a juíza entendeu que ela não tinha condições morais de criar a criança por ser candomblecista.
Um terreiro, em plena Zona Sul da cidade, foi invadido e depredado por quatro fanáticos neopentecostais.
Também sofremos uma inquietação em assistir todos os dias a televisões, rádios e jornais demonizarem tudo aquilo que não entendem. Concessões públicas usadas para fomentar o ódio e o preconceito.
A CCIR construiu o Fórum de Diálogo Inter-religioso e elaborou a base do Plano Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. As propostas foram entregues ao então presidente Luis Inácio Lula da Silva, no dia 20de novembro de 2008, no Rio de Janeiro. Estamos trabalhando para que o plano vigore em todo Estado Brasileiro.
Com a participação na CCIR, em pouco tempo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro transformou-se em modelo para o resto do País, ao atualizar o sistema de registro de ocorrências com a Lei 7716/89 (Lei Caó), que prevê pena de um a cinco anos de reclusão para crimes praticados contra religiosos.
CCIR distribuiu, em todas as delegacias, igrejas, templos, centros e terreiros, o Guia de Luta contra a Intolerância Religiosa e o Racismo. A cartilha foi elaborada pelo professor e coronel da Reserva da PM Jorge da Silva, com a finalidade de orientar a sociedade civil diante de um caso de intolerância religiosa.
Paralelamente às manifestações, a CCIR atua com representações na Justiça para garantir o direito das vítimas. A comissão, logo após sua fundação, criou um programa para atendimento às vítimas de intolerância religiosa. Até setembro de 2010, foram 118 casos atendidos. Temos 69 processos tramitando na Justiça.
Em setembro de 2010, a CCIR enviou uma carta-compromisso para os dois presidenciáveis do segundo turno. A então candidata Dilma Rouseff respondeu à carta, comprometendo-se que “O fortalecimento da democracia política, logrado nos últimos anos, será mantido e consolidado pela garantia irrestrita da liberdade de imprensa e de expressão e da liberdade religiosa”.
Todo o trabalho da Comissão e do Fórum Inter-religioso é desenvolvido voluntariamente por seus membros e participantes. Não há apoio governamental nem de políticos.

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